Essa é a nossa seção jornalística. Um espaço para narrar o que acontece nas brechas da cidade — onde a agroecologia resiste, onde a compostagem transforma, onde o cuidado comunitário brota mesmo entre os escombros do concreto.
Aqui reunimos entrevistas, reportagens, perfis, coberturas de ações e análises produzidas por nós e por coletivos parceiros de comunicação popular.
Se você tem uma história para contar, um território para mostrar ou uma memória para registrar, plante sua ideia aqui. Clique no botão e vamos cultivar juntos.
Na comunidade Santa Luzia, em Recife, cada esquina carrega uma história de luta. Quem caminha por ali e encontra Dona Elza, como é conhecida Elzanira da Silva, sente que a memória do território pulsa nas palavras dela — misturando lembranças da infância, da favela que resistiu, da pandemia que uniu, e da horta que hoje…
Há quem pense que a cidade é só pedra, vidro e pressa. Mas há frestas. E, nas frestas, há mãos. Mãos que sabem o peso exato da terra molhada, que reconhecem a alegria de um pé de couve vencendo o asfalto, que guardam a receita antiga de chá para aliviar a tosse da criança. São…
No quintal da Escola Professora Inalda Spinelli, entre os muros cinzas da comunidade de Entra Apulso, a terra esperava. Esperava pelas mãos certas. E elas vieram. Em 2023, durante o curso Mulheres Plantando o Futuro, idealizado pelo Instituto Shopping Recife em parceria com a Kapi’wara e o coletivo Chié do Entra, um grupo de moradoras…
A manhã ainda guardava uma névoa fina quando as primeiras pessoas chegaram à Cozinha Solidária Santa Luzia, na zona norte de Recife. Na panela fumegava macaxeira, ao lado do ovo frito, da galinha cozida e do café forte, compondo um cheiro que anunciava mais que um desjejum: era o início do Curso Estadual de Agricultura…
Rosineide, mais conhecida como Dona Neidinha, chega com o sorriso aberto e um olhar que mistura firmeza e doçura. Aos 64 anos, ela é integrante do GCASC – Grupo Comunidade Assumindo Suas Crianças e participa do projeto Mães da Saudade, formado por mulheres que perderam filhos para a violência urbana, em Olinda.
Nosso dia a dia é feito de encontros, mutirões, sementes e palavras.
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